Obesidade infantil e na adolescência: saiba como tratar e prevenir
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Obesidade infantil e na adolescência: cuidados com a saúde dos filhos

Considerada uma doença crônica, a obesidade em crianças e adolescentes é cada vez mais comum no mundo todo e tem relação com muitos fatores

Por Minha Vida na Medida

A obesidade infantil deixou de ser um problema isolado para se tornar um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. Cada vez mais crianças e adolescentes convivem com um excesso de peso que vai muito além da aparência: trata-se de uma doença, capaz de afetar o crescimento e o bem-estar emocional, além de aumentar o risco de diversas complicações ao longo da vida1.

Ao mesmo tempo, cresce a compreensão de que ninguém desenvolve obesidade por um único motivo. Há uma combinação de fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais que torna essa condição muito mais complexa do que simplesmente “comer demais”1,2.

Diante de tudo isso, os recursos para prevenir e tratar a obesidade entre os mais jovens foram evoluindo. Embora as mudanças no estilo de vida continuem sendo a base do cuidado, os avanços da medicina têm aberto novas possibilidades1,2,3.

Quando falamos em adolescentes, podemos citar, como exemplo de medicamento, a semaglutida3,4. Estudos indicam que o princípio traz resultados positivos para a perda de peso em jovens entre 12 e 18 anos4.

Ao longo deste artigo, saiba quais hábitos fazem a diferença no dia a dia da família, sugestões de como lidar com a obesidade infantil e mais detalhes sobre o uso da semaglutida e dos tratamentos para obesidade para adolescentes.

O que é obesidade infantil e qual o cenário atual?

A obesidade infantil é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal em crianças e adolescentes, em níveis capazes de prejudicar a saúde1,2.

Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, ela não é resultado apenas de uma alimentação ruim ou da falta de atividade física. A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma condição multifatorial, influenciada pelos hábitos de vida e por aspectos genéticos, emocionais, ambientais e sociais1,2.

Por isso, especialistas reforçam que a obesidade infantil e na adolescência não deve ser encarada como falta de disciplina ou “descuido” da família2,3. Muitas vezes, a criança cresce em ambientes onde alimentos ultraprocessados são mais acessíveis do que alimentos frescos, onde o tempo para brincar diminui por causa da rotina e onde fatores emocionais também exercem grande influência sobre a alimentação2,5.

Números da obesidade em crianças e adolescentes acendem alerta

Os números mostram que esse desafio cresce praticamente em todo o mundo. Segundo dados da OMS, 160 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos estavam vivendo com obesidade no ano de 20221,6. Já estimativas mais recentes apontam que esse número deve subir para 360 milhões até 20506.

E o cenário da obesidade infantil no Brasil também preocupa. Dados do Atlas Mundial da Obesidade de 2026, publicado pela World Obesity Federation, mostram que 7 milhões de jovens entre 5 e 19 anos estavam com obesidade em 2025, com tendência de aumento nos próximos anos7.

Causas e consequências da obesidade na infância e juventude

As causas e consequências da obesidade infantil e na adolescência são muito mais amplas do que costumam parecer. Não existe um único fator responsável pelo desenvolvimento da doença. Na maioria das vezes, ela surge pela interação de diferentes aspectos que se acumulam ao longo dos anos1,2.

Entre os principais fatores envolvidos estão:

  • hábitos alimentares inadequados (geralmente com consumo frequente de alimentos ultraprocessados)1,2,5;
  • sedentarismo1,2,5;
  • poucas horas de sono1,2;
  • fatores psicológicos1,2,5;
  • problemas hormonais2,5;
  • fatores hereditários5;
  • condições socioeconômicas1,2,5.
Menino sentado no sofá pegando doces coloridos de um pote de vidro com uma mão, enquanto segura um tablet com a outra.

Para completar a lista de possíveis causas da obesidade em crianças e adolescentes, é preciso ainda levar em conta o ambiente onde esse jovem vive1,2,5.

Todos esses fatores devem ser levados em conta para entender por que duas crianças com rotinas aparentemente parecidas podem apresentar resultados completamente diferentes em relação ao peso corporal. Cada organismo responde de uma forma.

Efeitos imediatos e no longo prazo

As consequências da obesidade infantil também vão muito além do ganho de peso. Ainda durante a infância podem surgir alterações na pressão arterial, colesterol elevado, diabetes tipo 2, gordura no fígado e outros problemas8.

Só que, além do impacto imediato na infância, estudos mostram que crianças com obesidade têm maior probabilidade de permanecer com a doença na vida adulta, aumentando ainda mais os impactos na saúde8.

Por isso, quanto mais cedo começam as intervenções, maiores costumam ser as chances de reduzir complicações futuras e melhorar a qualidade de vida.

O impacto silencioso na saúde mental do adolescente

Quando se fala em obesidade, é comum pensar apenas nos problemas físicos. No entanto, a saúde mental do adolescente também merece atenção especial.

A adolescência já é uma fase marcada por intensas mudanças físicas, emocionais e sociais. Mas quando a obesidade está presente, muitos jovens passam a enfrentar situações de preconceito, isolamento e comentários negativos sobre o corpo9.

Segundo especialistas, esse tipo de violência pode favorecer o surgimento de sintomas depressivos, ansiedade, baixa autoestima, isolamento social, dificuldades para fazer amizades e impactar a vivência escolar9.

Em alguns casos, o sofrimento emocional também pode levar ao aumento da alimentação emocional, criando um ciclo difícil de interromper10.

Prevenção ainda é o melhor remédio para a obesidade infantil e na adolescência

Tratando-se de obesidade infantil, os especialistas são unânimes: prevenir continua sendo a estratégia mais eficaz.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) destaca que os cuidados devem começar desde cedo, antes mesmo de surgir o excesso de peso. Isso porque hábitos construídos na infância costumam acompanhar a pessoa por muitos anos11.

Alimentação saudável na adolescência e na infância

Construir uma rotina alimentar equilibrada, por exemplo, é um processo que acontece aos poucos, sem necessidade de mudanças radicais.

Para incentivar o consumo de alimentos saudáveis para crianças e manter uma alimentação saudável na adolescência, vale investir em refeições coloridas e variadas, oferecendo frutas, legumes, verduras, feijões, cereais integrais, carnes, ovos e outros alimentos in natura ou minimamente processados no dia a dia11,12.

Também ajuda a envolver as crianças e adolescentes no planejamento das refeições, nas compras e até no preparo dos alimentos, tornando esse momento mais interessante e despertando a curiosidade por novos sabores. O exemplo dos adultos continua sendo um dos fatores que mais influenciam a formação de bons hábitos11,13.

Mãe e filha negra sorrindo enquanto preparam vegetais frescos, como brócolis e tomates, na bancada da cozinha.

Nesse contexto, uma eventual seletividade alimentar infantil também merece um olhar acolhedor. Muitas crianças passam por fases em que recusam determinados alimentos, e isso nem sempre significa um problema de saúde13.

Em vez de insistir ou transformar a hora da refeição em um momento de tensão, a recomendação é oferecer o mesmo alimento em diferentes ocasiões e preparações, sem pressão para que ele seja consumido13.

Variar texturas, cortes e formas de preparo, além de permitir que a criança participe da escolha e do preparo das refeições, costuma aumentar a aceitação com o tempo. O mais importante é ter paciência e evitar punições, chantagens ou recompensas envolvendo comida13 – estratégias que podem dificultar ainda mais a construção de uma relação saudável com a alimentação.

Outro ponto que merece atenção é o lanche da escola, já que ele costuma concentrar boa parte dos alimentos ultraprocessados consumidos por crianças e adolescentes. Biscoitos recheados, salgadinhos, refrigerantes e bebidas açucaradas podem dar lugar a opções mais nutritivas e igualmente práticas, como frutas, sanduíches preparados com pão integral, iogurte natural e bolos caseiros simples12.

O papel da atividade física para crianças

Assim como a alimentação, o movimento também faz parte do desenvolvimento saudável. Mas falar em atividade física para crianças não significa colocar os pequenos em treinos intensos ou matriculá-los obrigatoriamente em uma academia11.

Na infância, brincar continua sendo uma das formas mais completas de atividade física5,11. Correr, andar de bicicleta, pular corda, brincar de pega-pega, dançar, jogar bola ou explorar parques movimenta o corpo de forma natural e divertida. Quanto mais prazerosa for a experiência, maiores são as chances de ela fazer parte da rotina.

Grupo diversificado de crianças brincando alegremente e se equilibrando em um brinquedo de madeira com correntes em um parque ao ar livre.

Outro aspecto importante quando falamos de como combater a obesidade infantil e buscar uma juventude mais saudável é reduzir o comportamento sedentário. O aumento do tempo em frente às telas fez com que muitas crianças permanecessem horas seguidas sentadas5,11. Pequenas pausas para caminhar, brincar ou fazer alguma atividade ao ar livre já contribuem para um estilo de vida mais ativo.

Especialistas recomendam que crianças e adolescentes realizem, em média, pelo menos 60 minutos diários de atividade física, priorizando brincadeiras e atividades adequadas para cada faixa etária11.

Dormir bem e manter consultas regulares com o pediatra também fazem parte desse conjunto importante de cuidados11.

Tratamento da obesidade em adolescentes: avanços e medicações

Mesmo que a prevenção seja o melhor caminho para reduzir os casos de obesidade infantil, nem sempre ela é suficiente1,2,3.

Algumas crianças e adolescentes desenvolvem a doença mesmo vivendo em famílias que incentivam uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas. Em outras situações, o excesso de peso já está presente e provoca impactos importantes na saúde física e emocional.

Nesses casos, o tratamento médico pode ser indicado. A base continua sendo a mudança do estilo de vida, com alimentação equilibrada, atividade física regular e sono adequado. Mas, dependendo da gravidade da obesidade e da avaliação da equipe médica, outras estratégias também podem ser indicadas para aumentar as chances de sucesso1,2,3.

Nos últimos anos, uma das maiores novidades nessa área foi a chegada da semaglutida, medicamento que passou a representar uma nova possibilidade de tratamento para adolescentes com obesidade3,4.

Embora ela tenha ganhado bastante visibilidade recentemente, seu uso faz parte de um plano terapêutico mais amplo, construído de forma individualizada para cada paciente.

E estamos falando de um medicamento sob prescrição, ou seja, só deve ser usado com indicação e acompanhamento médico contínuo.

Como a semaglutida atua no tratamento da obesidade?

A semaglutida pertence a uma classe de medicamentos que imita a ação de um hormônio naturally produzido pelo organismo após as refeições, o GLP-1. Em termos simples, ela atua no controle da glicemia, contribui para a redução do apetite e ajuda o cérebro a reconhecer a sensação de saciedade por mais tempo4.

Esse mecanismo favorece a perda de peso, principalmente quando está associado a uma alimentação adequada e à prática de exercícios. Além disso, muitos pacientes também apresentam melhora em fatores relacionados ao metabolismo, contribuindo para a redução dos riscos associados à obesidade4.

É importante destacar que a medicação não foi desenvolvida para fins estéticos nem para pequenas variações de peso. Sua indicação ocorre em situações específicas, com avaliação médica e, se possível, como parte de um tratamento multidisciplinar também, envolvendo outros profissionais de saúde4.

Quem pode usar a semaglutida?

Com base nas evidências científicas disponíveis, a semaglutida na dosagem de 2,4 mg foi aprovada para adolescentes a partir de 12 anos com obesidade4, sempre mediante indicação e acompanhamento médico.

Como em qualquer tratamento, devem ser realizadas consultas periódicas para acompanhar o adolescente, analisando exames laboratoriais e possíveis efeitos adversos. Isso permite ajustar o tratamento sempre que necessário e garantir mais segurança ao paciente1.

A semaglutida nunca deve ser utilizada por conta própria ou sem orientação médica. Assim como acontece com qualquer medicamento, existem indicações, contraindicações e cuidados específicos que precisam ser avaliados individualmente.

Apoio, acolhimento e informação fazem toda a diferença na obesidade infantil e na saúde das crianças e jovens

Cuidar da saúde da criança e do adolescente significa olhar muito além do número mostrado na balança. A obesidade infantil é uma doença complexa, por isso, ela precisa ser enfrentada com informação de qualidade, acolhimento e acompanhamento profissional – nunca com culpa ou julgamentos.

A prevenção continua sendo a estratégia mais importante. Ainda assim, quando não é suficiente, vale lembrar que existem tratamentos eficazes e seguros disponíveis.

O objetivo do uso de medicamentos deve ser promover a saúde, a qualidade de vida, o bem-estar e um desenvolvimento saudável dos jovens, sempre com orientação e apoio de profissionais de saúde.

Importante: o conteúdo deste artigo é estritamente informativo e não substitui a consulta médica. As informações aqui contidas não devem ser utilizadas para automedicação ou autodiagnóstico. Nunca utilize medicamentos sem a orientação de um profissional de saúde habilitado e não interrompa tratamentos em curso sem o devido acompanhamento. Em caso de dúvidas sobre sua saúde, consulte sempre um médico.

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1. World Health Organization. Obesity and overweight. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight. Acesso em 17 de julho de 2026.

2. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) – Regional São Paulo – Diretoria Clínica. Guia educacional para população: Obesidade. São Paulo: Gengibre Comunicação, 2015 (E-book). Disponível em: https://www.sbemsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/SBEMSP_Ebook_Obesidade.pdf. Acesso em 17 de julho de 2026.

3. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Obesidade infantil: endocrinologista da SBEM-SP destaca papel dos medicamentos no tratamento de adolescentes. Disponível em: https://www.sbemsp.org.br/obesidade-infantil-endocrinologista-da-sbem-sp-destaca-papel-dos-medicamentos-no-tratamento-de-adolescentes-2/. Acesso em 17 de julho de 2026.

4. Weghuber D, Barrett T, Barrientos-Pérez M, Gies I, Hesse D, Jeppesen OK, Kelly AS, Mastrandrea LD, Sørrig R, Arslanian S; STEP TEENS Investigators. Once-Weekly Semaglutide in Adolescents with Obesity. N Engl J Med. 2022 Dec 15;387(24):2245-2257. doi: 10.1056/NEJMoa2208601. Epub 2022 Nov 2. PMID: 36322838; PMCID: PMC9997064. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9997064/. Acesso em 17 de julho de 2026.

5. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Prevenção e Tratamento da Obesidade Infantil. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/2008/03/12/prevencao-e-tratamento-da-obesidade-infantil/. Acesso em 17 de julho de 2026.

6. GBD 2021 Adolescent BMI Collaborators. Global, regional, and national prevalence of child and adolescent overweight and obesity, 1990-2021, with forecasts to 2050: a forecasting study for the Global Burden of Disease Study 2021. Lancet. 2025 Mar 8;405(10481):785-812. doi: 10.1016/S0140-6736(25)00397-6. Epub 2025 Mar 3. PMID: 40049185; PMCID: PMC11920006. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11920006/. Acesso em 17 de julho de 2026.

7. WORLD OBESITY FEDERATION. Atlas Mundial da Obesidade 2026. Obesidade Infantil 2ª edição: sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. Londres: Federação Mundial da Obesidade, 2026. Disponível em: ⁠https://data.worldobesity.org/publications/?cat=24#BR. Acesso em 19 de julho de 2026.

8. Caprio S, Santoro N, Weiss R. Childhood obesity and the associated rise in cardiometabolic complications. Nat Metab. 2020 Mar;2(3):223-232. doi: 10.1038/s42255-020-0183-z. Epub 2020 Mar 16. PMID: 32694781; PMCID: PMC9425367. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9425367/. Acesso em 19 de julho de 2026.

9. Griffiths LJ, Wolke D, Page AS, Horwood JP; ALSPAC Study Team. Obesity and bullying: different effects for boys and girls. Arch Dis Child. 2006 Feb;91(2):121-5. doi: 10.1136/adc.2005.072314. Epub 2005 Sep 20. PMID: 16174642; PMCID: PMC2082670. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2082670/. Acesso em 19 de julho de 2026.

10. Neumark-Sztainer D, Falkner N, Story M, Perry C, Hannan PJ, Mulert S. Weight-teasing among adolescents: correlations with weight status and disordered eating behaviors. Int J Obes Relat Metab Disord. 2002 Jan;26(1):123-31. doi: 10.1038/sj.ijo.0801853. PMID: 11791157. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11791157/. Acesso em 19 de julho de 2026.

11. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Como prevenir a obesidade infantil e adolescente: dicas para manter o peso saudável desde cedo. Disponível em: https://www.sbemsp.org.br/como-prevenir-a-obesidade-infantil-e-adolescente-dicas-para-manter-o-peso-saudavel-desde-cedo/. Acesso em 19 de julho de 2026.

12. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em 19 de julho de 2026.

13. Harvard Health Publishing. Harvard Medical School. Study gives insight — and advice — on picky eating in children. Disponível em: https://www.health.harvard.edu/blog/study-gives-insight-and-advice-on-picky-eating-in-children-2020060920004. Acesso em 19 de julho de 2026.