Saber reconhecer quais são os sintomas de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e conseguir buscar ajuda rapidamente pode fazer toda a diferença na evolução do quadro. Quanto antes for feito o diagnóstico e dado o início ao tratamento, maiores as chances de uma recuperação completa1.
Também quando o assunto é AVC, outro ponto essencial é a prevenção. A perda de peso reduz de forma significativa o risco de problemas cardiovasculares2. E, sob esse olhar, os tratamentos mais modernos para obesidade, como as canetas à base de semaglutida, ganham destaque e se tornam aliadas da saúde do coração e do sistema vascular3.
Ao longo deste conteúdo, entenda quais os sinais de alerta, quais os tipos de AVC, a relação com a obesidade e as formas de prevenção do quadro.
Como identificar um AVC? Conheça os sinais que o corpo envia
Reconhecer rapidamente os sintomas de um AVC pode, de fato, salvar vidas. Entre os sinais mais comuns estão:
- confusão mental1;
- alteração na fala e/ou na compreensão1,4;
- perda súbita de equilíbrio ou coordenação1,4;
- alteração ou dificuldade para andar1;
- fraqueza ou formigamento em um lado do corpo (rosto, braço ou perna)1;
- queda de um lado do rosto4;
- alterações repentinas na visão1,4;
- dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente1.
Vale reforçar: quando houver suspeita de AVC, o atendimento médico deve ser imediato1.

Os sintomas de AVC são os mesmos em todos os tipos de AVC?
Embora existam diferentes quadros de AVC, os principais sinais de alerta geralmente servem para todos os tipos de acidente vascular cerebral1.
Mas o que causa um AVC e quais são os tipos?
Os vasos sanguíneos que levam sangue do coração para o cérebro são chamados de artérias. Quando uma dessas artérias é bloqueada ou se rompe, ocorre o AVC5. Sem oxigênio suficiente, células cerebrais começam a morrer rapidamente, o que pode causar sequelas graves e até levar à morte4.
O que define o tipo de AVC é justamente o motivo pelo qual o fluxo de sangue foi interrompido, seja por conta de um entupimento de uma artéria ou pelo rompimento do vaso. Diante disso, temos dois tipos principais de AVC.
AVC isquêmico
O AVC isquêmico acontece quando há obstrução de uma artéria. No Brasil, é o tipo mais comum e representa cerca de 85% dos casos1.
O fluxo de sangue é reduzido, na maioria das vezes, devido a coágulos ou ao acúmulo de placas de gordura nas artérias. Esse processo é conhecido como aterosclerose, condição que endurece e estreita as paredes dos vasos ao longo do tempo5.
AVC hemorrágico
O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe, provocando sangramento dentro do cérebro ou na região ao redor dele1.
Apesar de representar cerca de 15% dos casos, costuma apresentar maior risco de morte1.
Outros casos: AIT ou “pré-AVC”
Quando falamos em sistema vascular e cérebro, há ainda o chamado Ataque Isquêmico Transitório (AIT). Ele provoca sintomas semelhantes aos do AVC, mas temporários4.
Nesse caso, há uma obstrução momentânea do fluxo sanguíneo. Logo o fluxo é restabelecido e, normalmente, não há danos permanentes4.
Ainda assim, esse “pré-AVC” é considerado um sinal de alerta importante e exige avaliação médica imediata5.
Obesidade e AVC: por que o excesso de peso é um fator de risco primário?
O sobrepeso e a obesidade, por si sós, aumentam o risco de doenças cardiovasculares, incluindo o AVC. Esse perigo pode existir mesmo que os exames de colesterol, a taxa de açúcar no sangue e a pressão arterial estejam normais3,6.
Isso acontece porque o excesso de gordura corporal, principalmente na região abdominal, favorece um estado de inflamação crônica no organismo. Essa inflamação contribui para a formação de placas nas artérias e prejudica o funcionamento do sistema cardiovascular6.
Além disso, a gordura visceral, aquela que se acumula ao redor dos órgãos, é considerada especialmente perigosa porque interfere na ação da insulina, contribui para o aumento da produção de gordura pelo fígado e altera o perfil lipídico6.
Como consequência, ocorre aumento dos triglicérides, redução do HDL (“colesterol bom”) e mudanças no LDL (“colesterol ruim”), que se torna menor e mais denso. Esse conjunto favorece a obstrução dos vasos sanguíneos e eleva o risco de infarto e AVC6.
Outros fatores de risco importantes para AVC
Além do excesso de peso, outros fatores de risco para AVC podem ser classificados em modificáveis (que podemos alterar, controlar ou prevenir com tratamentos e mudanças de hábitos) e não modificáveis (que fazem parte da biologia ou do histórico do indivíduo)3. São eles:
Principais fatores de risco modificáveis
- Hipertensão arterial3;
- Tabagismo3;
- Diabetes3;
- Colesterol elevado3;
- Sobrepeso e obesidade3;
- Sedentarismo3;
- Alimentação inadequada3;
- Consumo excessivo de álcool3;
- Uso de drogas ilícitas3.
Fatores não modificáveis
- Idade avançada3;
- Histórico prévio de AVC3;
- Doenças cardíacas3;
- Doença renal crônica3.
As mulheres também podem apresentar fatores específicos que aumentam o risco de AVC, como gravidez, pré-eclâmpsia, uso de anticoncepcionais, enxaqueca com aura associada ao tabagismo e fibrilação atrial7.
Qual a relação da semaglutida com a proteção vascular?
Já entendemos a relação clara entre excesso de peso e problemas cardiovasculares. Portanto, já sabemos também que a perda de peso pode reduzir significativamente o risco cardiovascular2.
Mesmo pequenas reduções no peso corporal já estão associadas à melhora da saúde metabólica e vascular. Nesse contexto, medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida, indicados para o tratamento da obesidade e/ou do diabetes tipo 2, podem trazer benefícios2.
Um estudo publicado no prestigiado New England Journal of Medicine avaliou os impactos na saúde do coração e outros efeitos a longo prazo da semaglutida nas doses de 0,5 mg e 1 mg em pacientes com diabetes tipo 2. Os resultados mostraram que o medicamento reduziu em 26% o risco de grandes problemas cardíacos, com destaque para uma redução de 39% no risco de AVC não fatal8.
O estudo acompanhou participantes por aproximadamente 40 meses e identificou benefício cardiovascular relevante associado à medicação3.
A semaglutida tem apresentado resultados promissores em relação à perda de peso e ao controle do diabetes, mas é fundamental ressaltar que se trata de um medicamento prescrito, que não deve ser utilizado sem avaliação médica. O tratamento exige indicação adequada e acompanhamento profissional.
Como prevenir o AVC no dia a dia?

A maior parte dos fatores de risco para AVC pode ser controlada com mudanças no estilo de vida. Por isso, quando falamos em prevenção, as medidas abaixo podem ser de grande valia:
- controlar a pressão arterial3;
- parar de fumar3;
- praticar atividade física regularmente3;
- manter alimentação equilibrada3;
- reduzir o consumo de sal, açúcar e gorduras saturadas3;
- controlar diabetes e colesterol3;
- limitar o consumo de álcool3;
- manter o peso corporal saudável3.
Perguntas frequentes sobre sintomas de AVC
Depois de detalharmos os sintomas de AVC, compreendermos os quadros e vermos como fazer a prevenção, seguem algumas dúvidas comuns sobre o tema respondidas.
Como saber se estou com início de AVC?
Fraqueza em um dos braços, dificuldade para falar, perda de equilíbrio, tontura súbita, alterações na visão e dor de cabeça intensa e sem causa aparente podem indicar início de AVC9. Caso os sintomas apareçam repentinamente, é fundamental buscar atendimento imediato e acionar o SAMU (192)1.
Quais são os sinais de AVC?
Os principais sinais de AVC incluem fala enrolada, fraqueza em um lado do corpo, confusão mental, alteração visual, perda de equilíbrio e dor de cabeça intensa sem causa aparente1.
Qual o sintoma de um AVC silencioso?
O AVC silencioso pode não causar sintomas evidentes. Muitas vezes, ele só é identificado em exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia, mas pode aumentar o risco de futuros AVCs10.
Importante: O conteúdo deste artigo é estritamente informativo e não substitui a consulta médica. As informações aqui contidas não devem ser utilizadas para automedicação ou autodiagnóstico. Nunca utilize medicamentos sem a orientação de um profissional de saúde habilitado e não interrompa tratamentos em curso sem o devido acompanhamento. Em caso de dúvidas sobre sua saúde, consulte sempre um médico.




